Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

VOE! VOE! ACREDITE QUE É POESIA!

Ainda me lembro daquele certo dia,
quando pensei que mal algum faria
se a escrevesse com mais fantasia,
mas não me achei e faltou a magia.

Em você, um centavo, não apostaria,
pois nada de especial, ou bom eu via.
Sem luz, sem força, ou nada de valia.
Nenhum brilho nos olhos, se percebia.

Além da sua pose, meio que doentia,
achando que por querer, tudo podia,
desde o seu berço, que eu já sabia,
pois não demonstrava ter categoria.

Deus Pai, com bondade e sabedoria,
disse-me que decerto alguém a leria.
Que mesmo com toda sua fria apatia
haveria alguém que um dia, a amaria.

Agora, vejo o quanto você é sombria,
indigente, repetente e sem harmonia,
Cansativa, tal como um poeta previa,
sequer mostra alguma garra e alegria.

Você é um deboche, é safada e vadia!
Têm muita preguiça e nenhuma utopia.
Parada e calada, mas danada de sadia.
Vou lhe infectar da minha letal energia.

Quer partir? Como? Quando? Eu sabia!
Beba um pouco mais da minha euforia,
leve outro pedaço da minha nostalgia,
carregue daquilo que queira, à revelia.

Chega desta tão árdua e longa agonia.
Não se perca dentro da minha alegoria.
Voe! Voe! Finalmente é seu grande dia.
Vou chorar ao lhe dizer: Tchau Poesia!
Aldo Lopes
Enviado por Aldo Lopes em 04/07/2006
Reeditado em 05/07/2006
Código do texto: T187554

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Aldo Lopes). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Aldo Lopes
São Paulo - São Paulo - Brasil, 60 anos
416 textos (37921 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 02:12)
Aldo Lopes