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A CAIXA

Hoje abri minha caixa de lembranças
Não imaginava, o quanto, pesada estava.
Guardo ali muitas recordações.
Umas são boas outras nem tanto.

Algumas antigas igualam-se a própria caixa.
Também, lá estão as mais recentes.
Na caixa há: sabores, dores, perfumes, amores,
As minhas memórias. Que saudade!

Quase chego a personifica-las.
Será que deliro? Não, não pode ser!
Sei o que são - apenas sentimentos são.
Fazem parte de mim e não as quero esquecer.

São despropósitos de uma paixão.
Sobrepondo-se a lucidez à razão
Mas, que mal pode ter ou fazer?
Somente são reminiscências da emoção.

Revendo-as sinto ainda que metafórico
Cor, sabor, odor, um imenso prazer.
Essa agradável sensação inebria-me
Ah, que delicia é a magia da recordação!

Na nostalgia do encanto tomado pela comoção
Ébrio, e, sem lamentar fecho a caixa – minha paixão.
Onde lá dentro deixo as prendas raras do meu coração
Guardo-a com carinho refazendo-me da perturbação.

Um momento...
Sim, o que queres?
Que...?! Não, não estou chorando.
Só um pouco de saudade saturada de emoção.


Cláudia Célia Lima do Nascimento
Enviado por Cláudia Célia Lima do Nascimento em 05/07/2006
Reeditado em 23/03/2007
Código do texto: T187915

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Sobre a autora
Cláudia Célia Lima do Nascimento
Luziânia - Goiás - Brasil, 51 anos
476 textos (16069 leituras)
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Cláudia Célia Lima do Nascimento