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ANTIDEPRESSIVO POÉTICO

Há dias em que me perco das palavras
e as palavras feito cães selvagens
revoltam-se e fogem às rimas.
São dias de aprazolans,
fluoxetinas e mirtazapinas,
que deprimem meu orgulho.
E o único antidepressivo
que levanta minha bola
ainda é a palavra, a rima,
que corre, deita e rola,
e foge, feito menina,
livre de vez da gaiola
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 21/05/2005
Código do texto: T18826

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154011 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 02:44)
Débora Denadai