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No Caminho de João

No caminho de João
sofram ventos sem pouso,
abarcam velejeiros sem rumo,
aproam videntes
do dia seguinte,
dizendo, tal uma mentira,
que o amor vai acabar.


No caminho de João
há hora das tâmaras,
dos sabiás e rebuliços
de toadas acreando o ar.

Há hora de ser pingentes
de azaléas,
hora de ser criança,
e tempo de caminhar
junto com o passado.

Mas se tudo agora vai acabar...
Que seja!
Mascote dos deuses
adormecidos!

Se tudo vai acabar
joga, agora,
uma toalha de flores,
prá ser fácil o esquecimento,
daquilo que nasceu brilhante
e morreu
na minha porta sem canto.

Agora,mando um beijo tonto
prá seu pranto de todo,
esquecido e amargo.

Coisas do tempo!
 
Ele cria e depois
sufoca a gente!
Na tal historia
do desencanto todo
bem de surpresa!

José Kappel
Enviado por José Kappel em 06/07/2006
Código do texto: T188398
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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