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Corpo de Vestir

Tenho luz de disfarce,
comodato de três quartos;
num, farelo solidão,
noutro me perco de fanfarrão!

Pois olho que te falo:
Solidão é coisa braba -
bate e atarracha melros
de desespero - em qualquer casta.

Por isso tenho luz e disfarce:
numa ora sou pó de varrer,
noutra, choro até escurecer,
tanto lá,
como cá,
na fase negra da Lua
na sombra eterna do Sol.

Primavera que é bom
veio uma vez aqui.

Agradeceu de bom agrado
e imaginou:
que faz esse homem?
perdido dentro de si mesmo
sem ter ao menos
um corpo de vestir !

José Kappel
Enviado por José Kappel em 06/07/2006
Código do texto: T188405
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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