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DEVENIR

DEVENIR
 

Hoje, não quero ser a fantasia
da infância vivida e envolvida
numa teia de mentiras
construídas sem fundamento.

Hoje, não quero ser o palhaço
do circo armado na sala
com a família reunida
num sarau de conto de fadas.

Hoje, não quero ser a superficialidade
das idéias estereotipadas
numa cadeia de ilusões perdidas
das mentes mofadas.

Hoje, quero ser a digestão bem feita
da liberdade conquistada a duras penas
para nutrir a vida e saborear  apenas
o agridoce das verdades desfeitas.

Hoje, quero ser o servo sem compromisso
para sonhar e viajar sem aviso
numa seqüência de razões
para distribuir abraços e sorrisos

Hoje, quero ser o encontro no desencontro
para ponderar o imponderável
numa contradição dessa vida fugaz
que arrasta o homem para tudo que é falaz.

Hoje, quero contemplar as estrelas
e reviver no seu brilho o encanto
numa tentativa insana
de esquecer o desencanto.

Hoje, quero ser a alegria inquietante
da borboleta que rodopia de flor em flor
quero ver a melancolia distante
quero ser a seiva que dá brilho e cor.

Hoje, não quero matar o amor
quero fazê-lo florir
Hoje, quero afastar o dissabor
quero ser o devenir.




Mena
Enviado por Mena em 06/07/2006
Código do texto: T188879

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Sobre a autora
Mena
Brumado - Bahia - Brasil
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