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Vírgula Nove

Fui olá, bom-dia,
nunca boa-noite,
me refaz o pensamento
dos idos sem recados.

Hoje, sou tempo medido e, por vezes,
sam-pato dos arrefecidos,
mas, de de tempos,
me severo com idades de longo tempo:
daquelas de calças-curtas
e meias de sedas de Bonfim!

Hoje, olho a vida
e me severo!

Passo de quatro,
quatro vírgula nove,
mas não chego a minha
verdadeira morte,
nem pedindo,
nem vírgulas,suplicando.

Pano passado,
esfregão do tempo,
me salvo olhando atrás
de oásis, e, concordando com ele,
só houve uma coisa certa
entre nós dois:
a incerteza da discórdia,
a paródia e o trágico,
que, bem unidos,
nos sufocam sem ordem!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 08/07/2006
Código do texto: T189748
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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