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Três Bandeiras

Sob o meu rumor
de andarilho de pedras,
sou chamado de seu
senhor
pelas carpideiras
de Milan.

Sou pequeno
para tantas horas,
e muito grande
para estes vastos
ponteiros.

Sou de cera,
alvenaria dos pobres e dono
de azares;
remediado de costuras,
com fibra de costumazes,
que nunca se encerram.

Vou passando devagar,
igual a passarinho,
a broar do ninho;
mas já tenho remajem
nesta vida de alforjes
com fibra de pequeneninho.

Vou em frente,
para não atrasar
o último;
vou em frente,
de bandeira azulada.

Para os bons na hora
que me verem
falarem lá:
- Vai homem!
De três bandeiras,
de pátria fuzilada,
sem reino algum!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 09/07/2006
Código do texto: T190403
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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