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Tão de Palha

Empório de papel,
tenho vários
acomodados
sob a manta dos ombros,
e faço deles minha oração
comedida de deuses:
onde começa o fel
e onde o fim é sempre
de perdão!

Tenho empórios
são prá dar e vender!
Mas lá só dormem
mendigos de pura raça.

Mas quem os falece?
Senão o mendigo,
que faz de meus tragos,
escritos com piedade,
forros de dormir!

Ele me alenta!
Dorme com meus escritos,
sob o rosto pálido
que o sol esqueceu!

Dorme! Contigo eu canto!
Faino a dor e, no final,
sei que falo mal,
mas encanto o falido:
aquele que sombreia
meus versos
com abas de dormir.

São as fronhas de meus
pesadelos ,na fronteira
que divide a vida e a morte.

Tão de palha!
Então, dormita!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 10/07/2006
Código do texto: T191002
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel