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Chá da tarde.

Vermelhas, amarelas, azuis,
As madrugadas de teu interior
A repicar em varandas abertas
De minha vida, tatuagens venais,
Em meus vícios sortidos
Aos mordidos campos pastéis,
Horizonte de janelas eternas

Doces tardes cremosas
Nas caldas amarronzadas
Entre bocas rosadas etéreas
De indecentes testemunhas cintilantes
Na furta-cor, prismas aveludados,
Tinturas remanescentes
Em gozo diurno de asas
Ruflando em miscelânea dourada

Cinza-alaranjado, prata,
Cobre minhas portas suas moradas
Sem fechaduras podadas - tempos!
Doutrina sem ensinamentos
Cálidas palavras dementes
Em festa nos tons a despertar
Prazeres em bolhas espumadas
No leite com chá
Eliane Alcântara
Enviado por Eliane Alcântara em 23/05/2005
Código do texto: T19158
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Sobre a autora
Eliane Alcântara
Lajinha - Minas Gerais - Brasil, 43 anos
177 textos (8649 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 14:33)
Eliane Alcântara