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O Segundo Rei

Romance à parte, e perdido,
sempre fui o segundo;
quando eu entrava
ele lá estava de saída.

Que fazer se tudo é moderno:
as folhas, os pingentes,as gruas,
os passadiços de dor,
as fagulhas que deviam ser eternas!
Até o amor se modernizou!

Assim, não sabia ele,
mas sabia ela,
e, eu no meio,
voava entre as percas.

Era uma história sábia
de dois homens e uma mulher.

Nesta história de valentes
sem espadas,
entro eu de segundo
apesar de não ter lábia.

Mas, um dia, a bela donzela,
encapuzada de farto prazer,
por um motivo ou por outro, só dela,
abriu a porta de ranger.

E disse, como segurase a bandeira
da paz - e como se a paz
tivesse bandeira -.

E disse:por um motivo ou por outro,se
rala com outra, pois estou de saída;
sobra você, por ser o segundo,
tem pouco de rei,
e não me procure mais na minha soleira.


Fui eu de guardo e pronto,
prá rua de ninguém.
com o coração batido e tonto
fiquei prá vida, sozinho,
e pro poeta virei tema de
rara valia.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 11/07/2006
Código do texto: T191608
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel