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Acácios da Vida

Tudo por nada de passar,
nada em troca.
Nada por alguma coisa.
Tudo para apaziguar o andar.

Fui a festa do rei
e só encontrei camas!

Cama de deitar, de sentar,
cama que anda prá outra cama,
vigor de amas!
Tragam mais camas!

E, curioso, perguntei,
a um pajém descansando,
do porquê de tantas camas,
seria solidão de beira?

O homem, mascado de
armaduras, me disse
sonolento, e pedindo
por uma cama de dormir,
e falou, constrangido:
é evolução do disse-me-disse
é avanço dos precavidos de sexo,
peso natural da idade que está
sempre indo.

É o rei: cada dia ele dorme
bem, com uma outra rainha.
Rainhas não dormem sós,
em nenhuma cama,
e mesmo - vá lá -
mesmo sem ama, sem cama,
sozinhas não dormem não !

E me disseram
que mulher é igual
a uma rinha!
Atiças,caridosas,
mas sempre pensando
na noite da cama
no estrado,bem escuro,
orgulhosas!

Mulher não gosta de deixar
o sobretudo
prá outra.

Mulher, formosa e bela,
não gosta do gosto da outra.

Não tem elo !

Mas gosta de saber
se o que você faz
na cama dela,
você faz com outra!

Dentro, e até na beira da cama,
rainha que é rainha
não dorme só na mesma cama,
pois em último caso
até eu passante,
sou jogado na cama,
prá provar que nos castelos
da vida
mulher não dorme só, não
senhor!

E Acácios da vida!

Se tiverem lá tempo,
mostro eu o que se passa
na noite da rainhas:
muito, muito,muitos lenços
prá lavar!
Pois homens há,
que se requebram pra lavrar!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 11/07/2006
Código do texto: T191611
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel