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Voz dos Amantes

Refúgio não tem nome,
é conhecido como
lá longe;
refúgio se dissipa com a verdade,
se acolhe no infinito,
procura proteção
nos desmedidos,
e é uma incógnita para os amantes.

- Os ditos que se querem!

Por isso, iluminado por cristais azulados,
e abóbodas que refletem ouro,
procuro refúgio na minha morte,
onde ninguém é dono,
onde todo mundo passa igual flecha
e ela cerra os os olhos em lágrimas.

Refúgio mora perto da morte,
e é lá que você recebe o
último beijo da amada.

Aquela que um dia suspirou
e disse: deste corpo não me acanho
desta vida não largo.

Mas a morte vista da ponte,
bem armada,
é um cisne pintado,num belo
quadro, que não sossega a voz
dos amantes.

Lá onde todos esperam!

Mas, a única vida
aqui, é o silêncio,
que, com a morte, faz o
meu total desespero!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 11/07/2006
Código do texto: T191620
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel