Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

POESIA DISPERSA

Hão de ser
as visceras
- intuitivas e imortais -
sinais de perigo

Como se não bastasse
o corpo
destroçado e esquartejado
pelos sinais
que a incandescencia
não é capaz de iluminar

Há no início
forjado a tantos séculos
o pé esquerdo - do azar
ou da melhor forma
de entonar
falta de sorte

Quando canos reluzentes
- e de verdade -
ferrugens de um ido tempo
que volve agora
com tamanho e força
que é a real intenção
dos que os empunhavam

Causam tremor e medo
maior que nos gritos
que levam dos delírios
A carne ainda de visceras
senhora -temer

Há!! que cenão
O delírio trêmulo
do que se transforma
em anão
Senhor que pretende
a toda voz - letra e palavra - ser
poeta

mal fala, mal versa
pobre sem alma
alí, dono da poesia
dispersa
Sylvio Neto
Enviado por Sylvio Neto em 23/05/2005
Código do texto: T19176
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Sylvio Neto
Belford Roxo - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
73 textos (11986 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 04:25)
Sylvio Neto