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LUSCO-FUSCO DE INVERNIAS

O crepúsculo anterior fora incomum.
A tarde trata de suas costelas.

Nas pálpebras da noite,
a violência da intempérie.
De início, havia apenas escuras nuvens.
Depois, vento e chuva.
Pestanejavam rasgos de luz,
entre estrondos.
A água turva, ágil, aos borbotões,
encharcava frágeis sapatos
nas calçadas.

A tarde ainda trata
de calar dolorosas nevralgias
e dorme sob olhos claros.
O senhor do dia recompõe-se
do cansaço.

Há uma tropilha de potros alados
surfando ondas túmidas,
grávida de ventos.

E o mar ressona a canção de sempre.

– Do livro BULA DE REMÉDIO, 2006/2009.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/191792
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 11/07/2006
Reeditado em 02/06/2009
Código do texto: T191792
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709611 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 03:03)
Joaquim Moncks