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Um ga˙cho

Eta Gaúcho bagual,
Que só pensa em animal,
E trata por igual,
Quem não lhe quer nenhum mal.

Sonha o Gaúcho com as tropilhas,
Enxerga só coxilhas,
Nos matungos põe sua lida,
Esquecendo da própria vida.

Assim, de tropeada a galopada,
Deixa quem diz amada,
Na eterna saudade,
De ter sido enamorada.

Com seus filhos desleixado,
Deixando-os exilados,
Pela paixão maior de tropeiro,
Quando nenhum gaúcho tem pra herdeiro.

Os anos passam,
No descompasso da família,
Rompendo tudo já que nada se filia,
Amargando à revelia.

Te aquerenciando em apartado,
Deixa os teus de lado,
Causando maior ferida,
Que nem unguento da vida a deixará menos ardida.

Tua espora mantém no viço,
O bucal de prata te faz feitiço,
E sequer domas teu destino,
Acaba qualquer amor sem tino.

Tarde Gaúcho bagual,
Quando perceberes que a vida nada tem de anormal,
E que teu sonho animal,
Não compõem nenhum musical.

Nesse adiantado da hora,
Pelo que parece não demora,
Te verás da completa agonia,
De uma existência sem harmonia.

A solidão te abaterá,
E aos teus nada restará,
Se não o sonho de ter acontecido uma união real,
Onde jamais foste fraternal.

E assim Gaúcho bagual,
Terás como par um animal,
O que talvez seja teu ideal.





selene
Enviado por selene em 11/07/2006
Cˇdigo do texto: T192147
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Sobre a autora
selene
Itapema - Santa Catarina - Brasil, 53 anos
36 textos (1983 leituras)
(estatÝsticas atualizadas diariamente - ˙ltima atualizašŃo em 03/12/16 22:05)
selene