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ESPREITA

Prefiro deixar
que penses
que ignoro,  
que não sei,
nem tenho pistas, 
que me espreitas
por todas as frestas
da tua casa,
da janela, do assoalho
do teu coração,madeira de lei.
Das portas entreabertas
dos teus olhos em orvalhos,
espreitas-me em alerta
e mesmo em atos falhos.
Deixo pensares
que ignoro
que de longe, teus olhares
seguem os meus andares
com cuidados e medidas,
como em lentas sangrias,
devorando-me, de pouco,
em pedacinhos, fatias.
Deixo que penses
e é melhor que assim o seja.
Enquanto segues crendo
nesta minha ignorância,
sigo lançando pontes,
erguendo torres,
crescendo a cada segundo,
enquanto me vês
à distância.
Não o sabes,
mas logo virá a surpresa,
a distância, meu amigo,
é boa em virar as mesas. 







Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 11/07/2006
Reeditado em 11/07/2006
Código do texto: T192151

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154037 leituras)
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Débora Denadai

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