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Hora dos Poucos

Sou forte e calcificado,
dono de paredes
e parte de todo dia:
sou transeunte
e pedestre.

Tomador de filas
e angustioso guerreiro
da vida,
onde sem parar,
roda a pobre pila.


Sou forte e arrochado:
tomo soldaduras de jasmins
e tônicos bens juvenis.

Me refaço nos cômicos
de dor atroz,
que se encondem entre muros.

Por você eu falo,
Por você me castigo.
E meu vôo é longe,
além do paraíso!
Bem perto do fim do mundo!

Sou a hora dos poucos,
mola mestra da dor,
refugo dos homens,
visão passageira
de mulheres que
me olham por olhar
e me choram por chorar!

Na verdade, dói tudo,
doi de doer, mudo
e calado,
dor
de fenecer.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 12/07/2006
Código do texto: T192263
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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