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Paralelos

Angélica T. Almstadter
 
Dei-te meu olhos quando cruzamos o paralelo
Era noite, e tu estavas, tão belo;
Mas não houve manhã, depois da noite mal dormida,
Não havia meridianos pra te encontrar,
Não havia chãos, não havia eus, antes da partida.
Ficaram teus olhos nos meus; os meus contigo se foram,
Antes que o vento dobrasse a primeira esquina,
Antes que a curva da primeira saudade ondulasse;
Fizeram-se laços, a nossa surdina.
 
Colei nas paredes os versos que dei;
Apaguei a luz, enrolada em mim, adormeci.
Tua voz rangia sem rumo, pelas calçadas.
Alta se fez a noite... até onde eu não sei,
Acordei e não estavas mais ali,
Perdi o caminho das tuas pegadas...
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 24/05/2005
Código do texto: T19233

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
1054 textos (55644 leituras)
25 áudios (3274 audições)
1 e-livros (247 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 20:49)
Angélica Teresa Almstadter