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Cor de Mel

Travo na rua com
meus comedidos amigos
que pesam ao largo,
com grossas esperanças
de vida. Mas tudo é ilusão e castigo!

Eles, já perdi.
Só acredito no próximo,
devido a distância.

Sou de Áries, pois acredito
no dia de amanhã, onde
sempre estou existindo.

Trôpego, faço as malas
da vida;
e parto no primeiro trem
prá Loyola.

Lá tem flor, jabuticaba,
doce caseiro,
mulher feminina,
e sexo afortunado.

Da cidade, me deixo.

Não trago malas pois
não sei partir;
aprumo com o tênue vento
que abriga a madrugada,
e digo solene pros amigos:
prá lá me deixo!

Vou viajar
pros pomares de lábios doces,
nadar no corpo de mulher formado
de saias coloridas
e um ventre cor de mel,
espamado,cor de melancia.

Verdade, tudo alugado,
pois se for procurar,não acho,
se achar, sou relegado.

Mas ela é todo minha:
dos cabelos
até o infinito
de seus cabelos:
uma rainha!

Investimento dos melhores!
Pois juros não se paga!

Se já vou meio tarde,
aperto o passo,
já vou abonado,
pois o álcool
já me arde!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 13/07/2006
Código do texto: T192928
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel