Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Espinho de Aço

Toda vez, não é toda hora:
nós somos iguais uma vez,
depois tudo se esmoa e se perde.
Mas de que vale o esforço
se não há onde levar?

Se ela não perdoa/não me perdoa!
Foge pelos espinhos e corredeiras,
mas perdoar é coisa de senão.
Senão eu não perdôo!

De que vale minhas rosas e jardins,
Meu vale, minhas montanhas,
o vento que me roça
o sol que apazinha?

Por isso, toda vez, não é toda hora
Cada minuto já dormiu no ontem,
o futuro é daqui há pouco
e o presente foi até logo.

Se tiver de voltar, não volto,
se pedir, não faço.
Rodo igual carrapeta,
mas pros braços dela
já não retorno.

Coisa fácil que eu
relembro:
ela só pensa no amanhã,
mas o amanhã morreu comigo
numa noite desta,
e chorei de dar pena!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 13/07/2006
Código do texto: T192931
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
2147 textos (26783 leituras)
1 e-livros (125 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 12:29)
José Kappel