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Niilismo

Sou feliz, se isso se chama felicidade.
Talvez seja um efêmero momento,
ou, quem sabe, eterno?
Intenso?
Não sei ao certo.

Talvez nem nome tenha.
Para que haveria de tê-lo?
Quem é quem para julgá-lo?
Estado ou sentimento,
abstrato ou concreto?
Não sei ao certo.

Nunca sei nada ao certo, talvez por nada saber na verdade.
Procuro não o saber, pois sabendo não o sinto.
Ou se o sinto, não o vivo.

Não sabemos o que sentimos ao certo.
Então, como há de saber o que somos?
Somos nada, diria eu.
Quem sou eu pra afirmar algo?
Sou nada.
Me contradigo, e ainda faço mal uso da língua,
mais uma vez.

O niilismo alimenta meus sonhos.
Pois é,
é o combustível dos meus sentimentos,
ou estados.
Concretos ou abstratos, que seja.

Não poria o pé fora da cama,
nem meus dentes escovaria
sem ele.
Mais uma vez eu me contradigo,
mas agora, sem fazer o mau uso da língua.
melão
Enviado por melão em 13/07/2006
Código do texto: T193539
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Sobre o autor
melão
São Paulo - São Paulo - Brasil, 27 anos
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