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Mulher Largardeira

Romance à parte
estava sempre de saída
-porta se fecham para os
grecianos e se abrem
para os donos de frestas -.

Sou descrente, j
já formado,
cheio de abas,
já fui dono do
império amantino,
e príncipe das
costas de
marfim,
onde todos
usam floridas asas.

Por isso, por desleixo
de paixão
e amores corridos,
fiquei louco por ela,
dona de sete terras,
alvissareira e terna,
- grande coração!

Tão grande, mais tão grande,
que de vago não tinha tudo
e não só me abrigava
como era guardiã de vinte
e poucos cavalheiros.

Dai surgiu a escuridão
e , no lapso de tempo,
fui deixado no paredão
dos sozinhos!

Aquela mulher pode
ser alva mulher,
mas é servil  de
um campanário
de homens
danados de
cama.

Fugi ao largo
e hoje me hospedo
numa casa de funduras.

Tudo por causa de uma
mulher magoadeira
e possuidora de
tão profundo  poço
de larguardeira.

Ela me tirou
de sua vida
igual flor
de suadeira.

Paciência!

Sou homem
e aguento.
Mas nunca mais
serei unguento
de mulher
traiçoiera.
José Kappel
Enviado por José Kappel em 14/07/2006
Código do texto: T193667
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel