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Amanhecer

Em casa sinto muita paz ao romper da aurora, assim, desse jeito: a bela tranqüila dormindo, os filhos brincando e a chuva caindo. Ignoro até que sou pai para sentir-me livre como a enxurrada que se vai. E ouço ao meu redor, numa calmaria deserta e sem mágoa no peito.

Um tic-tac do relógio sem pressa, e outro em mim do mesmo jeito, olho lá fora o chão macio e tosco, sinto cheiro da terra molhada fazendo florir, feroz, as plantas carentes de sol, brilho e luminosidade, apesar do constante vento forte e da terra que é infértil, sem humo.

Verdadeiramente é uma imensidão essa casa tão pequena que para mim não construí, que amortece a minha fantasia, o meu sonho e acolhe a minha infelicidade. E as mãos cálidas da bela tranqüila é que se fazem simples, puras e cheias de suavidade.

Deus que como eu se fez pai, que como eu ama a todos, quem sabe quando for chegada a minha vez, não me dê forças sem qualquer pena para que eu parta levando apenas um pouco desse rápido momento que voa
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 14/07/2006
Reeditado em 15/07/2006
Código do texto: T193740
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso