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A MESMA PRAÇA

A MESMA PRAÇA
OS MESMOS BANCOS,
MAS O TEMPO SE FAZ OUTRO
O MOVIMENTO DE OUTRORA
JÁ SE FORA!

O TEMPO CORRE, NUM ESPAÇO
HOJE VÁZIO

EM NOITES DANTES ALEGRES E CHEIA...
NUM CANTO SILÊNCIOSO E ESQUECIDO
POUCOS SE LEMBRAM
DO CORETO, ONDE A BANDA TOCAVA
E NOITE ADENTRO O POVO CANTAVA,
A ALEGRIA FILTRAVA NOS CORAÇÕES
APAIXONADOS, AO SE CRUZAREM, OS OLHARES
PASSAVAM UNS PELOS OUTROS.

A MESMA PRAÇA
O MESMO PONTO DE ENCONTRO
DOS CASAIS APAIXONADOS
INICIOS DE ROMANCES INFINDÁVEIS...

A MESMA PRAÇA
OS MESMOS BANCOS ACONCHEGANTES
CULPIDOS ESTÁTICOS DE AMORES E AMANTES!

AQUELA VELHA PRAÇA
DONDE ANTES TINHA CORETO
PRA BANDA TOCAR
CRIANÇAS CORRIAM E SORRIAM
NOITES MOVIMENTADAS
EM CIRCULOS SE FAZIAM OS ENCONTROS
PARA UM LADO HOMEM
PARA OUTRO MULHER...
QUANTOS CASAIS, NESTES CIRCULOS UNIRAM-SE,
NAQUELES BANCOS SE SENTARAM,
PRAZERES DE BEIJOS SUFOCADOS!
QUANTAS NOITES SEM REPOUSO
DOS EMBRIAGADOS!



Waldeque Luiz Rosa
Enviado por Waldeque Luiz Rosa em 14/07/2006
Reeditado em 22/09/2008
Código do texto: T193768
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Waldeque Luiz Rosa
Extrema - Minas Gerais - Brasil, 50 anos
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Waldeque Luiz Rosa