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Estanque de pus

De chagas e furúnculos
Definham os deletérios
Crianças de armas nas mãos
Sórdidos e consumíveis

Não há estanque no pus de dedos visíveis
Em febre deploram-se em vão
Amargando os sortilégios
Pálidos, restos dos fungos

Premeditam suas feridas
Arrancam-lhe a casca para sangrar
Arruínam vidas
Sem nada esperar

Eu e você ficamos quietos
Sem uma rebeldia dizer
Nos vemos todos incertos
Esperando a mudança acontecer

Estes cabotinos, agem feito praga
Se alimentam da miséria
Riem como o câncer traga
As entranhas podres e desafortunadas
De doentes em situação séria

Eu e você passamos feito filme
Sabemos da verdade
Mas preferimos a irrealidade...
Humberto Amorim
Enviado por Humberto Amorim em 14/07/2006
Código do texto: T193939

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Sobre o autor
Humberto Amorim
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil
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Humberto Amorim