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Dá-me

De igual saudade,
esta dor não é...



... sofra em ti  por mim
e  livra-me  sim
das dedicatórias,
da filiação, dos atos de fé,
dos cem metros rasos,
sapatos rasgados
macerando pés.
Da fraternidade
do pecado limpo
tocha da memória
do fogo  do Olimpo
o que nunca  é,
o que deve ser,
no câncer da história

Do sistema arábico
da identidade,
especialmente,
a de não nascer
porque há de trazer
um defeito atávico.
Faça-me demente
de verdade fácil
como saltimbancos
de magia fácil
vida livre aos trancos.

Livra-me  também
da falsa bondade
de ser acolhida
pela orfandade,
ilha de saudade.
Livra-me, por bem
e, principalmente,
dá-me o acaso,
 da diacronia,
que enfim partia.
 Esconda o previsto
dá-me a liberdade
do instinto livre, da estupidez
da emoção demente,
do todo impreciso,
 que me foi doado
porque sim, talvez,
não  decerto, o certo!
Atos de juízo,
troco ou prejuízo
dá-me maratona
certeiro sorriso
 num querer incerto
 e num olhar de incesto
 insana Madona
falsa Monalisa.

...num bissexto  incerto
deixa-me só ser
quando da minha vez .
Elane Tomich
Enviado por Elane Tomich em 24/05/2005
Reeditado em 16/11/2005
Código do texto: T19396
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Elane Tomich
Teófilo Otoni - Minas Gerais - Brasil
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Elane Tomich

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