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Borda da Vida

Um pouco de vida é
remorço ativado,
uma pouco dela
é arrependimento
pertubado.

Se a gente se perde
vira lata-velha;
bólide de detritos,
que machuca e arde !

Se não for calixto,
e uma vez
impiedoso,
de retirar do jardim
uma flor,
então não é capaz
de ser amor
cheio de comum.

Vive somente o doloroso.

Então, não me dilacero
do pouco tempo do perdido
em vida,
mas nunca saio ileso
da batalha:
a falta de feridas
lembra arredio.

Procuro dentro de
minha guerra
uma trincheira
de flores
.
Mas qual!

Se minha vida
corre avessa ao dia,
é porque perdi a noção
do tempo,
sem lembranças,
e sem achar,
mais pétulas!

E sei que flor igual aquela
jardim nenhum voltará
a me desbrochar!

Por meu arredio,
agora choro,
às bordas da montanha
onde o vento cortante,
lembra que um dia eu
fui sem saber
e ganhei sem perceber!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 15/07/2006
Código do texto: T194407
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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