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ACRIMÔNIA

Quando o amor se vai, simplesmente,
Fica o amargor daquilo que não foi dito,
Talvez, porque se esperava o momento certo,
E de repente calaram-se as vozes -
O encanto findou.

Quando o amor se vai somente o amargo
Gosto, das palavras que foram silabadas, fica.
Muitas tão refletidas: na busca da concretização de
Alguns sonhos, outras tantas só para dar cor e, até,
Sabor a aquilo que se sonhou.

Quando o amor se vai, unicamente, ficam às lembranças:
De doces momentos;
Das frases caramelizadas;
Dos verbetes ditos, por assim, dizer;
Das orações ricas e pomposas - construídas ao bel prazer
Do amor, que um dia ousou.

Quando ele, o amor, se vai lamentavelmente, apenas,
Às lágrimas restam solvendo o agradável sabor das
Lembranças, irrompendo-se em nós na garganta.
Denotando o sofrer daquele que sonhou e atreveu-se.
De resto fica a acrimônia do fim.

Cláudia Célia Lima do Nascimento
Enviado por Cláudia Célia Lima do Nascimento em 15/07/2006
Código do texto: T194828

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Sobre a autora
Cláudia Célia Lima do Nascimento
Luziânia - Goiás - Brasil, 51 anos
476 textos (16067 leituras)
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Cláudia Célia Lima do Nascimento