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A MANIFESTAÇÃO.

A chuva lá fora ao imenso chão a molhar.
Como seiva da imensidão sonhos a alimentar
Em humildes corações que ao vê-la precipitar,
Agradecidos entoam louvores, em repetidos refrões.

Rostos dantes tão rígidos pelas inquietações.
Nesse momento sublime volvem-se suaves
A contemplar a tão esperada manifestação.
E lhes cai torrencial o pranto de satisfação.

Lá fora há chuva a serenar, renovando o mais elementar.
Traz consigo esperança às vidas, de novas vidas despertar.
Lá fora também há alegria que chega a contagiar,
No terreiro molhado; serenos muitos a brincar.

Risos e lágrimas a se misturar.
É festa!
Uma honra participar da celebração à nobre mãe.
Mãe divina!
Esperança, veio ao homem do campo presentear.

Pés descalços, sublimadas, almas de mãos toscas.
Em solo já encharcado,
Uníssonas, com os olhos voltados ao céu.
Humildes e eternamente gratas em coro a rezar.

Cláudia Célia Lima do Nascimento
Enviado por Cláudia Célia Lima do Nascimento em 15/07/2006
Reeditado em 23/03/2007
Código do texto: T194830

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Sobre a autora
Cláudia Célia Lima do Nascimento
Luziânia - Goiás - Brasil, 51 anos
476 textos (16062 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 10:42)
Cláudia Célia Lima do Nascimento