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Três Passagens

Descubro, a cada momento,
uma coisa feliz e alada,
dentro do minuto,
que faz a gente,
e me faz
ouvir e falar.

E tento ser
guerreiro
nestes dias
de névoa.

Pobre resmas de
princesas!

Tento ser igual,
tento vestir o tempo,
falar a língua do povo,
agir como feliz.

Difícil é a tarefa.
Difícil é a meta.

Rarefeitos são os
que revoam
pela noite
dentro do nada,
pois onde há início
às vezes não há fim.

Meu amor, tem três
vezes, ataques de amores.
Em todos, sou sombreiros
de seus cabelos,
particular hospedeiro
de suas ânsias,
verdadeiro dissipador
de seus remorsos,
muitas vezes, somente
só entulhos de
dores.

Pois assim sendo,
vivo o tédio da vida
que não tem fim,
pois nada tenho,
apenas idas !

Oh!  trovão que me
assola,
com flechas de rumo,
que me ferem,
com pedras de azeite,
e me arrolam em sonhos.

Faz da hora o momento!

Sou seu amante,
prá depois ser seu amigo.
Isso não serve de alimento,
pois só vale seu lance!

Agora, quando o vento da
tempestade se aproxima,
me preparo
para receber estilhaços
de  alvíssaras
rochas.

E diz ela:
diz até arrogante,
ou você faz de mim
um brilhante de luzes,
ou faço de você uma despedida
de três passagens,
jamais um verdadeiro
Infante!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 16/07/2006
Código do texto: T195129
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel