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Dívida de Rei

Surpresa é vinho na mesa,
é cálice sombreado de anil,
é mesa posta.

Surpresa é saber
que existe alguém,
perto da autora,
longe de mim,
que caleja as palavras
como quem
redemoinha rosas.

Surpresa é dia de festa,
Mas, no disse-me-disse,
correm boatos de amor,
de boca em boca,
pelas àspides nada
carinhosas do meu povo.

Tenho surpresas todos os dias
até as mais agradáveis:
ganhei um bolo amendoado
no meu dia de festa;
ganhei um ábum do passado,
onde em algum tempo,
- tempo que não me recordo -
tenho certeza que tive lá.

Surpresa é dia de chegada:
e ela vem rosada,
roubando belezas,
e dizendo palavras
amenas com diabruras
sensuais e serenas.

E como são roscas
e impávidas.
Cheias de colossos!

Logo,logo me entorto
de alegria:
vou agora a próxima estação
esperar por ela.

E dizer, de boca afeita:
quanto tempo, quanto tempo
você levou para chegar
próximo ao meu coração?

Que os reis se afastem!
Que as bruxas se dissolvam!
Esta é minha mulher
e, ninguém,
espero,
há de mim tirar,
mesmo que os céus resolvam
nela mirar !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 16/07/2006
Código do texto: T195136
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel