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Lá no Fim

Compreendo o que vcê fez.
Digo melhor, tento entender
como você agiu.

Como águia disposta
ao vento;
como uma flor aberta ao sol,
igual a toda gente.

Feriu.

Feriu demais saber.
Que de você só restavam
espantalhos afoitos,
ou céu desvendado,
sem azul ou estrelas.

De tudo que esperei.
De nada valeu.
Foi cachoeira
embravecida
por água abaixo.

Córrego santo,
cheio de entrecaminhos!

Desvendar seu espírito
é tentar saber como
são moldadas as estrelas.

Enviezei-me por um longo
matagal silvrestre e
dali pedi:

Deuses do Oráculo
faz desta mulher
ser minha.
Faz dela o ponto
de partida de
minha vida.

Mas no fim,
lá estou eu !
Cheio de glória
e vinténs,
mas sozinho, igual
às aves de ninguém!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 16/07/2006
Código do texto: T195140
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel