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De Nome, São Sei

Lânguida vida
que de lembranças
só atrai dos mortos;
suspeita ação dos deuses,
que me revivem cada
face que perdi.

Foi ao longo do tempo
sem medidas e sem horas,
que eles foram partindo,
como trens fantasmas
de uma estação perdida.

Hoje, se tenho que percorrer,
vou sozinho.

O próximo dia será o meu?

Me assanha a solidão,
os vazios pérgulos que
gotejam ao léu,
sem nenhuma lembrança.

Ave! Desesperança!

Me acotiam as faces que,
de repente,se esvaziaram
como pêndulos sem ponteiros,
herança dos falidos !

Sou um bravo e esquecido
na multidão escorregadia!

Se foram, partiram,
não disseram adeus,
foi quando a vida flertou
com a morte.

São meus dias,
são minhas noites.
Me equilibro neles
como aves de pêndulo,
como feira de
argamassa e breu.

Só, estou à venda!

Se estou às portas
que a batam.
Créspulo diáconos
da solidão!

E digam: lá se foi
mais um
para o parque
dos sem-nadas !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 16/07/2006
Código do texto: T195144
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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