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no retrato


 

no retrato no meu quarto

estão duas crianças

que não podiam ser

senão os meus filhos

onde guardo o carinho

e a ternura.

No meu quarto

para me doerem no corpo.

Os meus filhos

porque é o amor eleito

mesmo para além da minha eternedidade.

 

 

Quando crescerem não cabem no quarto,

serei eu o retrato

do amor inexplicável

guardado numa carteira de couro

na saudade da génese

de um triângulo de sentimentos

extraordinários

únicos

que faz do retrato um troféu

primordial

 

E se no infinito não pudermos

colher esse fruto

que se plante a árvore do amor

com restos de retratos

e com a saudade imensa do futuro
Constantino Mendes Alves
Enviado por Constantino Mendes Alves em 17/07/2006
Reeditado em 17/07/2006
Código do texto: T195667
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Sobre o autor
Constantino Mendes Alves
Portugal
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Constantino Mendes Alves