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OS MAIOS

Vestidos,
de um azul-sublime,
estão a deitar-se no horizonte.

Hoje,
num dia qualquer do mês de maio,
todas as noivas resolveram dar-se a um acordar
[sem fim]
à caça de homens pálidos
para que devolvam--lhes os bons-dias

Nenhum achado!

Os homens, iguais a todos os homens ditos normais,
fogem do maio como os diabos fogem da cruz
por mais que os vestidos, horizontais,
estejam definitivamente prontos.

Ternos,
de um branco-encardido,
estão de pé à espera d’um varal.

Hoje,
num dia qualquer do mês de maio,
todos os noivos revolveram dar-se a um deitar
[sem fim]
à caça de mulheres pálidas
para que devolvam-lhes as boas-noites.

Nenhuma achada!

As mulheres, iguais a todas as mulheres ditas normais,
correm pro maio como os diabos correm pro pecado
e exigem que os ternos, sempre verticais,
estejam definitivamente prontos.

Enfim achados!

Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 18/07/2006
Reeditado em 24/07/2006
Código do texto: T196941
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho