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Se não houver amanhã


Todos os dias entrava
no jardim dos encantados
a procurar pelas trilhas
que levavam ao sopé
da minha montanha.

Andar por aquelas trilhas
em eterna procura,
renovava minha alegria
e minha vontade de viver
e viver com amor.

Buscava chegar ao pico
da montanha azul.
Aconchegada pelo sol
de todos os dias
que me dava seu calor
minha caminhada era cercada
por pássaros em revoada constante
e todos os dias esse mesmo sol
derramava flores em minha estrada.

Conversávamos como dois
grandes amigos eu a contar
meus segredos e ele
a desvendá-los para mim.

Quando estava triste
ele me acalentava
com seus raios de luz.

Em seu lânguido calor
recuperava minhas forças
e das cores de seus olhos de luz
eu me alimentava.

O sol fundia-se a mim,
penetrando meu espírito,
tomando-me inteira em seus braços
apaixonados de calor.

Minha vida era
uma só com a dele.

A felicidade inundava meu ser
a cada manhã e nas tardes
mormacentas de calor
deleitava-me com as cores
e canções de seu entardecer.

E na noite que agora se aproxima
fecho os olhos e me recordo
do calor gostoso que emanava
do sol durante todas
as horas do dia.

E dos olhos uma lágrima cai.
Porque se não houver mais
aurora do dia em minha vida,
se não houver amanhã,
jamais sentirei em mim sua luz,
seu calor, outra vez.
Maria
Enviado por Maria em 19/07/2006
Código do texto: T197171
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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