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O Pêndulo

Vôo, mas não é meu plano,
corro os cerrados, avisto montanhas.
Depressa me defendo:
faço o vôo razante.

E faço por ela
e ela não diz por mim,
se meço sua distância
vejo pouco:
nado em alturas.

Sintonias de saudade:
não posso chegar lá,
e nem ao menos
conquistar algum pedaço
da terra povoada por ela,
ou a meia-parte do cerrado:
lascivo canto onde dorme sonolenta!

De tudo ela levou
De bravo: só um ficou !

A metade de seu rosto
deixou de ser espelho
de duas faces - guarnição
moderna dos sozinhos .

E no sereno do mar galeu,
atiçam ondas sem nome
lá na praia onde só abortam
os sinais dos mortos.

E tudo se apruma
sem o apoio de cedros do
passados.

E me fere,
e me augusta:
o pêndulo e o galope!

Se você segue,
não sigo mais.
Perdi e não tenho
ganho.

E se algum dia
me perguntarem
por tal flor,
digo eu lá:
veste a mais bela
mesa de vesta e
purpurina !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 19/07/2006
Código do texto: T197174
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel