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MEU ANJO DA GUARDA

Ó meu Senhor anjo da Guarda
a quem me confiou a fé divida...
regei-me, dirigi-me, protegei-me,
guardai-me, iluminai-me. Amem!

Assim, com essa reza
iniciei meu dia com
 a crença na grandeza
que impulsiona o progresso,
remove a estupidez e
faz da lei premissa;
abate o egoísmo e
planta a fé em cada vida;
depõe a timidez,
faz renascer o bem;
devolve a confiança
a cada povo e a cada ser;
expulsa o pessimismo
que oprimido vai matando,
calando a fé e o amor
que cada um tem junto a si.

Eu vou satirizando um pouco
a lei dos homens
que parte em dois pedaços
a verdade
que faz do pobre
o mesmo pobre
e reconhece o nobre.
Verdade é lei
mas nem sempre
a lei é verdade...
e quem justo se diga
que não tenha aspecto
de deus enbiabrado
ou de pai da multidão...
se alguém se expõe à provas
ou depõe um feto
é do tipo que roda
e não embarca na estação.

Estou pensando aqui:
Se a terra descolasse
tão pouco sobraria
do mais forte ou do grande;
ao nada voltaria toda essa gangue
que vai governando a massa
e provocando impasse...
eu preferia viver o amor da pedra lascada,
ao perigo  eminente
do desgaste a dois;
à guerra do eu por eu
o desrespeito a Deus...
à lei do incompetente
e aos promotores da desgraça.

A reza equilibra
o interior da gente,
transporta a oração
ao ser que a gente mais pensa.
Dá a paz interna e
dobra o coração valente;
faz na realidade
uma cultura diferente.
Assim se pode ver
e confiar nos outros;
sofrer sem reclamar
e amar sem desprezar.
Eu creio que esta reza
me transporta ao éden
eterno paraíso
onde a fé foi se assentar!
Zecar
Enviado por Zecar em 27/05/2005
Reeditado em 28/05/2005
Código do texto: T20038
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Sobre o autor
Zecar
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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