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Deixa Pra Lá

bem, deixa pra lá,
nem todo rio
brota na nossa
nascente,
e até
alguns lírios,
são fracos e
sem vizinhos.

ave! bento!

sou feito de
carne,
e amigo do
bom vento.

mas deixa prá lá,
tudo que passa,
tudo tem porquês,
e outros
nem perguntas
tem.
não são próprios,
nem de
asas.

se corro fundo,
é que me apresso,
porque tenho pressa
em chegar em lugar
nenhum, até mesmo
sem reverso.

por isso,
deixa prá lá.

na vida todo mundo
espera.
eu me perco de vago,
não tenho portas
pra abrir
nem janelas
pra fechar.

no nosso mundo
gente assim
eles costumam
chamar de semi-clarão,
vida sem arte,
de asa partida,
de fonte sem
restos de nenhum
clarão.

ave, bento!
não tenho queridos,
mas só sonhos
bolejam ao meu
vento !
José Kappel
Enviado por José Kappel em 25/07/2006
Código do texto: T201406
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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José Kappel