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Faceira de Vinténs

veio
à luz
a mim.

luz de sol.
luz de sal.

luz de
sabrina
bandeira
sem véu,
guerreira
de dois
homens,
faceira
de vinténs.

foi igual
como veio:
sem vento
e dona
do desalento.

sabrina
foi uma vez.

depois matou
meu princípio,
rasgou meu lícito.

e me deixou
afundar,
igual a um pêssego
colorido,
num pote imenso
na solidão dos azedos.

no tal início
de mundo,
dos sem-donos,
vizinho de lampejos
e dos sozinhos,
vi você partir
igual vento sem dono,
e se foi pra sempre,
viver na terra dos
donos
das marias-vinténs!
José Kappel
Enviado por José Kappel em 25/07/2006
Código do texto: T201422
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Sobre o autor
José Kappel
Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Brasil
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