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Poetar...

Do meu poetar cansado
Sobraram palavras tantas
Silêncios outros que não me cabiam
Um olhar desgastado
Crises tamanhas
E sorrisos que desafinam
Além do horizonte sem cortinas
Além do que pode alcançar meu olhar
Um fio de esperança escorre
Emoldurando na tarde das retinas
Algum verso a vagar
Pela noite que no dia morre
E das gotas peroladas
Encharcadas do teu olhar
A minha saudade adoeceu
Rasguei nos lábios as madrugadas
Aportada no teu alegre bocejar
Um sonho que feneceu
Aposentei no baú as palavras
Metros de ilusões quebradas
Pra olhar simplesmente para o nada
Deserta sobre essas brasas
Nas horas desalentadas
Onde se perpetua o nada
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 27/05/2005
Código do texto: T20152

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
1054 textos (55639 leituras)
25 áudios (3274 audições)
1 e-livros (247 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 04:08)
Angélica Teresa Almstadter