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FURTARAM-ME!

O prazer encantador do meu amanhecer.
O canto do meu sabiá que nas manhãs de sol, vinha para mim, cantar.
O encanto dos meus dias, hoje, sem alegria, arrasta-se meu viver.

Oh, cruel ladrão!
Não esqueceu, nem mesmo da nostalgia, do meu anoitecer!
Indigna criatura! Carregas contigo agora os tesouros do meu ser.

Então, observa às minúcias de um lindo amanhecer.
E não te esqueças de ao Pai em prece agradecer -
Não sabes, mas este era o meu maior prazer.

Que não deixes passar a beleza do pôr-do-sol ao entardecer.
E se algum dia, por ventura, um sabiá de ti se aproximar
Não sejas com ele negligente, deixa-o cantar e o peso de tuas culpas aliviar.

Que essas sublimes riquezas possam a mais grata satisfação te levar.
Transformando-te!
Sê digno dos tesouros que furtaste, sem deles a mínima noção, conceber.
Empenha-te!
Cláudia Célia Lima do Nascimento
Enviado por Cláudia Célia Lima do Nascimento em 26/07/2006
Reeditado em 23/03/2007
Código do texto: T202339

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Sobre a autora
Cláudia Célia Lima do Nascimento
Luziânia - Goiás - Brasil, 51 anos
476 textos (16069 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 10:52)
Cláudia Célia Lima do Nascimento