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O tudo do nada que nunca teve


A tarde já vai longe e as ondas do tempo
levam no acalentar de seus braços
o espírito derrotado, cansado
e vazio de si mesmo.

Vazio das angústias que o atormentavam,
mas vazio dos sonhos que o mantinham
guerreiro das lutas alheias,
para o fim do mundo onde jaz o silêncio
e somente o eco de sua própria voz.

Com os olhos, bem de longe, percorre as trilhas
onde já passou e constata incrédulo
que jamais viu a flor ser beijada pelo sol,
e debruçada em seu colo, a ouvir os sussurros
do seu coração ditos assim, assim,
no tempo do tempo do agora.

As vozes eram do passado, de um tempo
que já passou e o hoje era uma leve queda,
uma queda talvez do céu de estrelas cadentes,
que agora leva a flor a quedar-se
no parapeito da janela a olhar a vida
passar na rua da cidade dos sonhos.

Nada devia esperar, mas ingênua,
esperou o tudo do nada que nunca teve.

Maria
Enviado por Maria em 27/07/2006
Reeditado em 27/07/2006
Código do texto: T202980
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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Maria

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