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(Imagem de Ricardo Andre Alves, www.thousandimages.com)

DONA DAS MINHAS PALAVRAS

Talvez me cale
e você jamais entenda.
Porque calar-se
ou nao dizer compreenda
mais que o silencio,
mais que a ausência,
mais do que a dor,
que o desamor,
e talvez mais prudência.
Se nao te falo
pode ser só porque nao quero
virar escrava do meu próprio verbo
e viver de um monte de palavras
que criou um amor pretenso.
Se me calo é porque espero
poder seguir sendo a dona
do meu próprio silêncio.
De tanto silêncio que recebi,
tanta coisa sem falar
e eu, que esperei palavras,
de aprendiz me tornei mestre,
de tanto querer ouvir e nada,
me ensinaste a calar.
Aprendi a fala prudente,
o silêncio que poe travas.
Se nao te falo,
sequer te mando as favas
é que aprendi com você
que quero ser eu
a única dona de
todas minhas palavras. 



PS: CADÊ A ENCRENCA DESTE TIL?????
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 27/07/2006
Código do texto: T203270

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154012 leituras)
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Débora Denadai