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Perfídia!


Nem sei se quero dizer algo...

Escuto teu silêncio, e minha solidão,

Grita e se refúgia nessa tristeza de agora.

Vem chegando ébria, vestida de carmim,

E seu hálito me deixa tonta.

Como se entornasse todo aguarde...

De um barril esquecido...Na adega dentro de mim!

__Cômico se não fosse trágico!___

Como se tivesse beijado todas as bocas,

Sem a certeza de ter sido beijada...coisa mais louca!

Da gente, só as lembranças...Distantes imagens.

De um homem, uma mulher,

Que se amaram no tempo, no espaço,

Sem se importar com a distância...

Lembranças, só lembranças.

Meus olhos lacrimejam,

E tropeço em meus sonhos,

A dor, dói menos que tua distância...

Miragem, meu corpo reage e enxerga a imagem...

De olhos, hora alegres, horas tristes.

Que fitam o espelho e figem,

Que “nós” __Nunca existiu...Não existe!

Tua perfídia, apredejou-me  a alma.

E meu amor morreu ensanguetando e diforme,

Com flexas cravados em meu coração,

Que se encontra, como mártir cristão.

Jogado na arena, como oferenda,

Ao prazer, a diversão,

De quem vive de cultuar solidão!

Meu amor, minha ilusão...

São devorados pelo leão da decepção!

Acreditei em teu carinho.

Guiei-me por teus caminhos.

Já não sei voltar sozinha...

Perde teu rastro, e desorientada,

Sem a bússola da nossa paixão,

Cai na areia movediça da incerteza,

Questionando meus valores,

Cada vez mais me sufoco nas dores,

Encontro-me submersa em mágoas...

Sentido o frio abraço da morte me envolver.

E nas linhas,lanço minha sorte.

Debruçada nesta escrivaninha,

Me sentindo assim...Tão sozinha!










Observadora
Enviado por Observadora em 27/07/2006
Reeditado em 29/07/2006
Código do texto: T203334
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
487 textos (27392 leituras)
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