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CORDEL BARATO, O MEU ESCAPULÁRIO!

Valha-me Deus! Protegei-me São Belizário!
Ou qualquer Santo Protetor do Abecedário
Agradeço a Deus por não ser um salafrário
Ninguém poderá me acusar de ser falsário.

Jamais tratei meu leitor como reles otário
Não faço versos pra garantir o meu salário
Confio em Deus, ele livra-me do temerário
Minha fé não me deixará sem o meu erário.

Na poesia sou um aprendiz, novo estagiário
Se o que escrevo não tem valor de relicário
Não permito que me trate como vil usurário
Que me enterre vivo, me cubra com calcário.

Da poesia sou usuário, não considero calvário
Cadê conhecimento e pesquisa? Sou precário?
Mas, nunca guardo comentário em um armário
Pra publicar com deboche novo texto literário!

Deus Criador inspirará o meu verso imaginário
Não faltará a luz da emoção ao meu itinerário
Ele afastará de mim tudo de falso e contrário
Estes versos hão de iluminar seu destinatário!
Aldo Lopes
Enviado por Aldo Lopes em 27/07/2006
Código do texto: T203418

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Sobre o autor
Aldo Lopes
São Paulo - São Paulo - Brasil, 60 anos
416 textos (37921 leituras)
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Aldo Lopes