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Aguardo notícias suas
Em silenciosa agonia
Desejosa por sabê-lo
Vem o Sol, vai-se a Lua
Minha alma então desnuda
As razões de tanto zêlo

Há emoção nesta espera
Que castiga o pensamento
Testando a paciência
Há bem mais do que quimera
Prendendo-me ao sofrimento
Ao buscar correspondência

A caixa do lado de fora
Enfeita a entrada de meu lar
Como adorno especial
Como queria agora
Ouvir o som familiar
Do carteiro, no quintal

Sua presença me chega
Finalmente você vem
Em forma de letras impressas
Na folha você já me nega
O que considero um Bem
Um contato sem ter pressa

Como uma brisa suave
Que como chega se vai
Em forma de espiral
Sua presença mal cabe
Em frases como hai kai
Comentando  o trivial.

Priscila de Loureiro Coelho
Consultora de Desenvolvimento de Pessoas
Priscila de Loureiro Coelho
Enviado por Priscila de Loureiro Coelho em 28/05/2005
Código do texto: T20415
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Sobre a autora
Priscila de Loureiro Coelho
Jacareí - São Paulo - Brasil, 65 anos
1286 textos (215246 leituras)
1 e-livros (148 leituras)
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Priscila de Loureiro Coelho