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Desci a vela da nau escura...

Desci a vela da nau escura
Este Porto me assemelha
Nesta tarde quase noite
Donde o Sol se avermelha
Diviso o facho de luz tênue
Vinda desta quinta em volta de flores
Sinto o aroma de forte fêmea
Uma janela a espera de fortes amores
Em fartas sedas e alvos vinhos
Deslisa pela penumbra na espera
Um lamento de olhar, sozinho
A boca sedenta de beijos, aberta
Suas mãos percorrem todo o corpo
Na lascívia que o corpo entumesce
No caminho que tomo do distante Porto
Esse regato opulento que entristece
Sim, estou a caminho dessa morada
E a abrir as portas de um salto
Tomo no braços essa alma ávida
Um urro de alegria em contralto
Abrem-se as veste, de corpo, nua
Fremente beijos nesta doce pele
Para múltiplos gozos perante a Lua
Pelo chão da casa lágrimas expele
Trêmulos e tesos nos amamos
Feitos crianças de tanto brincar
Sem pensar nos estragos que causamos
E sem pressa de acordar
Ah! sua carne que me exulta
Dedidalha ao sabor de tanto amor
Sugas minhas forças, exulta
Até que o banho nos toma o calor

Olhei para os seus olhos e sorri para o bom da vida!

Peixão89
Um dueto para Rose Mary Sadalla em seu "Eu me vejo!"

Eu Me Vejo
Rose Mary Sadalla

Mulher,  menina, amor e flor
Corajosa, ao mesmo tempo indefesa
mulher que ama,
Sofre
Chora
Grita...

Fêmea! Sou amor
Sou doce, abelha rainha,
Feroz, uma tigreza
Sou cio! mulher...prazer.

No mundo dos poetas
Buscando ares de estrela
me impondo  e me fazendo aceitar.

Sou esta mulher que navega em teu corpo,
Cruza mares
fazendo amor com o mundo
Por meio dos meus olhos.

Rio de janeiro-R/J - Em, 16-03-2001
Peixão
Enviado por Peixão em 28/05/2005
Código do texto: T20432
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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