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Meia Furada!

Pés que batem na parede, sola afoita, crespa,
Paragens abruptas na Ilha da Meia Furada,
Cinge de rubro, fio de água na garganta cortada,
Estripulias aéreas no pouso da asa negra
Em busca de um olho solto, aromas ruins,
Hora de limpeza, recolhendo escombros já,
Para a água voltar a correr límpida, leve,
Trapos limpos com perfumes fortes, força,
Muito se tem a fazer para limpar tudo,
Valas abertas vão recebendo os restos,
Há tempos tudo isso era para ser feito,
Purgatório de almas vadias & sem terra,
Onde só carniceiros se manifestam,
Desse nada, alguma decência será vista,
Aquilo que não pode ser enterrado, o fogo consumiu,
Enquanto a grande pira ardia, muito vinho,
Outra nau vai até a Ilha do Vento Cortante
Buscar carnes, frutas & mais vinhos,
Muitos apetrechos para montar vivenda,
Está na hora de construir um legado...

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 29/07/2006
Reeditado em 14/08/2006
Código do texto: T204566
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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